O câncer de mama é uma das doenças mais comuns entre as mulheres e, ao longo dos anos, a medicina tem avançado para oferecer tratamentos mais eficazes e menos invasivos. Entre essas inovações, destaca-se a crioablação, um procedimento que utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir células cancerígenas.
Embora os tratamentos tradicionais, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, continuem sendo fundamentais no combate ao câncer, a crioablação surge como uma alternativa promissora para casos específicos. Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou 100% de eficácia dessa técnica em um grupo de pacientes selecionadas, o que reforça o seu potencial no futuro da oncologia.
Como funciona a crioablação?
A crioablação é um procedimento minimamente invasivo, realizado com o auxílio de exames de imagem para guiar uma agulha fina até o tumor. Essa agulha libera gases que resfriam a área, congelando as células cancerígenas, que posteriormente são eliminadas pelo próprio organismo.
Quais são as vantagens e limitações?
A crioablação tem sido estudada como uma alternativa para alguns casos de câncer de mama, especialmente aqueles diagnosticados em estágios iniciais. Entre suas vantagens, destacam-se:
✔ Menos invasiva – Não exige grandes incisões, reduzindo o impacto físico.
✔ Recuperação mais rápida – O tempo de recuperação tende a ser menor do que em cirurgias tradicionais.
✔ Menos efeitos colaterais – Em alguns casos, pode diminuir a dor e as complicações pós-tratamento.
No entanto, é importante ressaltar que a crioablação não substitui os tratamentos tradicionais, como a cirurgia e a quimioterapia, e ainda não é amplamente indicada para todos os casos. A escolha do tratamento depende de diversos fatores, como o estágio da doença, o tipo do tumor e as condições de saúde da paciente.
O que esperar para o futuro?
A pesquisa sobre a crioablação segue avançando, e os resultados iniciais são animadores. Embora ainda esteja sendo estudada em larga escala, a técnica representa mais um passo na busca por tratamentos eficazes e menos agressivos.
O mais importante é que cada paciente tenha acesso a um diagnóstico preciso e receba orientação adequada para escolher a melhor abordagem terapêutica. O acompanhamento médico especializado continua sendo essencial para garantir um tratamento seguro e eficaz.